O AMOR
O amor, mesmo quando acaba, não morre. O amor corre por estradas desconhecidas e dá reviravoltas suicidas.
O amor não desaparece mesmo quando a gente se esquece que amou um dia. O amor nos atropela do outro lado da rodovia.
O amor teima, e surge, e salta de algum lugar do passado. O amor passa do nosso lado e a gente nem vê. O amor é programado como um programa de tv.
O amor, coitado, é uma criança que não sabe de nada. Se machuca, é sem saber. Se assusta, é quase sem querer.
É insistente, o amor, e sempre se esquece que um dia morreu. E aparece, faceiro, nos corredores infinitos do eu!
Escrito por moacircaetano às 23h21
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